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segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Aprendizagem Profissional: quem ganha com isso?

 

A política pública da Aprendizagem Profissional foi postulada, primeiramente, pela Constituição Federal de 1988 (CF/88) que veda o trabalho para indivíduos com menos de 16 anos, mas ressalva a possibilidade de ingressarem a partir dos 14 anos, desde que na modalidade da aprendizagem profissional. Conquanto, essa tipologia de contrato de trabalho está disciplinada primordialmente pela Lei de Aprendizagem Profissional (LAP), n° 10.097, de 19 de dezembro de 2000.

                Dentre os objetivos da concepção desta política pública, o principal é a formação técnico profissional metódica dos aprendizes e, inclusive, sua eventual contratação posterior como empregado. Não obstante, hodiernamente a aprendizagem profissional traduz-se num dos pilares do combate ao trabalho infantil e da regularização do trabalho do adolescente e do jovem. Mas quais são as vantagens para quem integra essa dinâmica?

                Para o jovem que participa deste programa as principais vantagens residem em ingressar no mercado de trabalho formal com registro em carteira de trabalho; aprender uma profissão e se qualificar; receber capacitação teórica; ter condições para se manter na escola e concluir os estudos; network; ter a oportunidade de ser efetivado na empresa.

                Por sua vez, para a empresa que o contrata, os principais benefícios são capacitar e treinar jovens, contribuindo com a qualidade e padronização da produtividade da empresa; melhorar a imagem da empresa no que concerne a responsabilidade social; o contrato de aprendizagem detém menor custo; ter a possibilidade de contratar o jovem aprendiz já treinado e capacitado ao final do contrato; além disso, também contribui com o estímulo à economia.

                A sociedade como um todo também ganha com essa dinâmica, haja vista que se observa a diminuição de mazelas que afetam o bem-estar da comunidade, protegendo os jovens da criminalidade e situações perversas durante o seu desenvolvimento. Além do mais, a inserção no mercado de trabalho também contribui para o amadurecimento e crescimento como cidadãos por parte dos jovens aprendizes.

                Esta política pública possui enorme sucesso na melhora da qualidade de vida dos jovens que a integram, os inserindo no mercado de trabalho de maneira segura e fiscalizada. Percebe-se, não obstante, benefícios para todos os participantes dessa modalidade de trabalho e, por conseguinte, para a sociedade em si.

Autora: Paula Fávero Perrone.

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