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segunda-feira, 12 de setembro de 2022

O elo entre o trabalho infantil e a evasão escolar

 

No Brasil, a evasão escolar tem maior incidência no Ensino Médio, fase em que os alunos começam a obter maior liberdade e, também, responsabilidades. Nesse sentido, em famílias de média e baixa renda, esses jovens começam a sentir as pressões socioeconômicas, sentindo-se na obrigação de ajudar, financeiramente, sua família.

De acordo com a Consolidação das Leis Trabalhistas, considera-se menor o trabalhador de 14 até 18 anos. Assim, nesta faixa etária, tratar-se do trabalho infantil é mais complexo, visto que, a partir dos 14 anos, o menor pode se tornar jovem aprendiz; e a partir dos 16, o menor já pode entrar no mercado de trabalho, com algumas exceções. Desse modo, grande parte dos jovens ingressantes do Ensino Médio já possuem a idade legal para começar a trabalhar, contudo não é o ideal, e a seguir vamos explicar o porquê.

Muitos alunos se sentem pressionados a ajudar sua família, que por muitas vezes depende da remuneração deste estudante. Assim, o menor trabalha diversas horas por dia e, ainda, possui o dever de frequentar o ambiente escolar. Por isso, em razão da fadiga, não consegue prestar atenção nas aulas, fazer o dever de casa e concentrar-se em provas e atividades.

A intensa jornada de trabalho acaba prejudicando seu rendimento acadêmico e pode, também, prejudicar a duração e qualidade do seu sono e afetar seu tempo de lazer e de atividades extracurriculares, como o esporte, o que faz decair mais ainda sua produtividade. Este é um dos principais fatores que leva 39,1% dos jovens brasileiros à evasão escolar.

Por fim, deve-se observar tal problemática a partir de uma perspectiva de longa data, visto que apesar do trabalho infantil gerar uma vantagem instantânea (remuneração), este trabalho pode ser prejudicial para o desenvolvimento intelectual e profissional do jovem estudante, que não conseguirá elevar sua intrução e qualificação e, dificilmente, ascenderá no mercado de trabalho, permanecendo em serviços de baixa remuneração e alta rotatividade.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil;  Futura; e Portal R7.

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